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Crise no Brasil: O que você precisa saber

Saiba como lidar com a crise no Brasil
Crise no Brasil: O que você precisa saber
Esse texto te ajudou?

Introdução – Entenda a atual situação econômica e a crise no Brasil

Nos últimos anos o Brasil vem enfrentando uma forte recessão, resultado do encolhimento da nossa economia e outros entraves. O fato é que a crise no Brasil entrou de vez na pauta do brasileiro. Ouve-se falar dela nas rodas de amigos, no ônibus, e até em calorosas discussões na internet.

Muitas pessoas não sabem o que é a crise no Brasil. Ouvem no jornal que o número de desempregados aumenta mais a cada dia, que as empresas estão fechando, que o comércio anda mal e as multinacionais estão dando férias coletivas aos funcionários.

No entanto, a maioria delas não sabe mesmo o que desencadeou uma retração tão grande no país – um dos mais ricos em recursos naturais do planeta e com arrecadação de impostos vigorosa.

Neste artigo vamos explicar um pouco mais sobre os motivos que desencadearam a retração da economia brasileira e a crise no Brasil, e discutir alguns de seus principais pontos.

Também vamos falar sobre as oportunidades que andam escondidas atrás da falta de esperança dos trabalhadores brasileiros – que perderam seus empregos em meio à retração.

Está interessado em saber mais sobre a situação do país em que você vive? Leia esse artigo até o final e compreenda melhor sobre a crise no Brasil.

Então, vamos começar?

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A origem da maior crise da história

A maior crise da história não foi causada por apenas um fator, mas vários. Um problema que levou ao outro e outro, até que houvesse mais forma de sustentar.

Vamos listar os principais motivos para que você entenda melhor:

  • Falta de infraestrutura: a falta de investimentos em infraestrutura ao longo dos anos fez com que o país perdesse em competitividade nos mercados externos – e também deixasse de ganhar no ambiente interno. Isso porque faltou visão estratégica.
  • Falta de planejamento: o que aconteceria na sua casa se, de repente, você começasse a gastar todo o seu salário, sem planejar como pagar as contas que ainda estão por vencer e chegasse na data de pagar já não tivesse dinheiro para arcar? Pois é. Todo brasileiro trabalhador sabe o que acontece. Fica sem água, sem luz ou internet, não é mesmo?

Não foi diferente com o Brasil. Faltou planejamento estratégico a longo prazo para nossa economia. Agora, o governo trabalha em uma operação para tapar os buracos feitos pela falta de planejamento.

Ele trabalha em medidas emergenciais para sanar problemas que seriam mais facilmente resolvidos se houvesse planejamento macro (em grosso modo, pensasse nas contas que ainda estavam por chegar).

  • Crise internacional: outros países do mundo já vinham enfrentando recessão nos últimos anos. Isso afetou a economia mundial e fez a questão de crise no Brasil se agravar.

Com as principais economias do mundo se encolhendo, mercados emergentes como o nosso foram deixados em segundo plano. Resumindo, o Brasil passou a ser destino de produtos importados mais baratos.

  • Desestruturação da máquina pública: uma situação que acontece, principalmente, com a submissão da política econômica à política partidária. Isso prejudica todos os setores da sociedade, como educação, saúde pública, economia e segurança.
  • Falta de credibilidade: escândalos, polêmicas envolvendo políticos e governantes influentes no país, corrupção, tudo isso gera uma grande falta de credibilidade, tanto no ambiente interno, quanto nos mercados externos.

O custo Brasil, outro agravante para a crise no Brasil, é o fator que engloba a alta carga tributária e os entraves burocráticos para se fazer negócios no país.

E o câmbio valorizado engrossou a lista de fatores que contribuíram para que os brasileiros chegassem à maior crise de sua história.

O que o governo fez

Eu sei que você deve estar se perguntando: de quem foi a culpa para a crise no Brasil? Foi do governo? Dos políticos? Do povo? Da economia internacional?

Pois é.

Alguns desses segmentos tiveram uma fatia de culpa sim. Mas a fatia do governo pesa muito nessa conta, afinal, ele que estava com o “salário” na mão.

Era função do governo também poupar recursos para a época de vacas magras. Mas gastamos tudo o que tínhamos e agora não temos recursos para fazer nossa economia girar.

Para ficar mais fácil de entender, listamos em tópicos o que o governo fez para que esse momento de crise no Brasil fosse agravado.

1 – Gastar demais: o Brasil estava crescendo muito rápido. Era função do governo economizar para lidar com problemas futuros. Da mesma forma que fazemos em casa – uma poupança para lidar com imprevistos.

O Brasil passou pela experiência de um trabalhador que ao ser promovido na empresa em que trabalha, e receber um aumento de salário, faz viagens, compra carro e roupas novas sem pensar no futuro.

Só que, depois de pouco tempo esse trabalhador foi demitido do trabalho e restaram as dívidas, já que não havia poupança para arcar com elas porque ele gastou tudo o que ganhou.

E para onde foi todo esse dinheiro no Brasil?

  • Serviço público com gastos exorbitantes
  • Previdência
  • Desonerações além do que poderia conceder
  • Obras muito caras, como estádios para a Copa do Mundo, Olimpíadas e outras.

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2 – Depois disso o governo se acomodou e viu os setores nacionais e indústria sofrer até fechar as portas. Incentivou a produção dos commodities agrícolas e do minério, acreditando ser essa a chave para estancar a crise no Brasil. O problema é que não aguardava a retração do preço das commodities…

3 – O governo segurou artificialmente a inflação. Depois da eleição, ao perceber que a situação estava insustentável, foi obrigado a liberar a inflação represada.

Agora, com a economia em retração, época em que os juros deveriam ser menores para incentivar a o crescimento da economia, passamos pelo cenário contrário: eles aumentaram para conter a inflação!

Esses tópicos nos mostram que a crise internacional contribuiu sim para a crise no Brasil, mas o governo poderia ter tomado medidas que amenizariam esse momento difícil, mas não pensou estrategicamente, não planejou e acabou agravando a situação.

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Quem não foi afetado com a crise no Brasil

Mesmo tendo que conviver com a negatividade do mercado e a baixa esperança do povo brasileiro, alguns setores conseguem faturar ainda mais neste momento de crise.

Saiba como lidar com a crise no Brasil
Saiba como lidar com a crise no Brasil

A situação econômica ruim serve para alavancar negócios na área de advocacia trabalhista, por exemplo. Com maior número de demissões, há muitos acertos a se fazer e os impasses começam a surgir.

Lojas e pequenas empresas que fornecem trabalhos de consertos e reformas também ganham espaço, afinal, porque comprar um celular novo sem poder, se você pode consertar o seu?

Crise Brasileira deve piorar em 2017

Infelizmente as perspectivas para este ano não são boas em relação à crise no Brasil. Projeções recentes sobre o crescimento da economia, emprego e renda apontam que a situação pode até piorar.

Ao mesmo tempo, as medidas tomadas pelo governo para tapar os buracos podem fazer com que a o país enfrente ainda mais problemas estruturais, com agravamento das condições de vida da população e impacto negativo na qualidade de serviços públicos essenciais, como educação e saúde.

Desemprego: a projeção apontou ainda que o Brasil passará por mais um ano de crescimento econômico quase nulo, aumento de desemprego e da pobreza.

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PIB: com a crise no Brasil, o país passa por uma situação de estagnação do Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador de crescimento da economia. Estima-se que crescerá, em 2017, no máximo 0,5% – uma estimativa revista pelos especialistas do setor por mais de 10 vezes. Para se ter uma ideia, esse número em 2015 foi de 3,8%.

A projeção de crescimento para este ano ainda pode sofrer alteração com a crise política que o Brasil está enfrentando. Conforme se desenrola, pode ser responsável por disparadas no dólar.

Cortes e investimentos: especialistas analisam que as medidas tomadas até agora pelo governo (aprovação da PEC 55 – que congela gastos públicos – e proposta de reforma da previdência), na tentativa de estancar a crise, possuem pouco poder de impacto na situação.

O mais acertado seria enfrentar o grave problema da isenção de impostos sobre lucros e dividendos. Essa medida traria aos cofres públicos mais de 40 bilhões por ano.

Aumento da pobreza: o aumento da extrema pobreza é outro fator que preocupa os especialistas. A reforma da previdência deve impactar diretamente os programas sociais de transferência de renda e os cortes de programa sociais devem atingir as populações mais pobres do país.

Desemprego deverá aumentar com a crise

O número de desempregados no Brasil, que era de 2 milhões de pessoas em 2016, atingiu a marca de 12 milhões. Para 2017, a expectativa é que o número cresça ainda mais.

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as projeções dos agentes econômicos indicam que o ano vai terminar com 12,7% ou até 13% da população fora do mercado de trabalho.

As projeções afirmam que o Brasil só deve recuperar o estoque de vagas de emprego que tinha em 2014 (quando vivia situação de pleno emprego) por volta de 2020 ou 2021.

Ações trabalhistas batem recorde no Brasil

Se tem um setor que não está faltando serviço é o da Justiça do Trabalho. Os números de novas ações registradas nas varas de trabalho vem batendo recordes.

Muitos trabalhadores perderam seus empregos nos últimos meses e acabaram recorrendo à justiça para reclamar das verbas rescisórias após uma demissão.

Em 2016, maior parte das reclamações na Justiça do Trabalho foram de trabalhadores que não receberam o pagamento integral de suas verbas rescisórias durante rompimento de contrato de trabalho.

Os direitos mais reclamados foram: aviso prévio; multa do artigo 477 da CLT; multa de 40% do FGTS; multa do artigo 467 da CLT; férias proporcionais; e o 13º salário proporcional.

A principal causa na alta de reclamações trabalhistas é a taxa de desocupação (desemprego) que só aumenta com a crise no Brasil. Essa taxa era de 6,2 no final de 2013 e passou para 12% ao final de 2016 (representando nada menos que 12,3 milhões de brasileiros desempregados).

Trabalho informal cresce

Com os altos índices de desemprego e redução de renda, a legião de trabalhadores informais voltou a crescer no Brasil. Os trabalhos sem renda fixa, popularmente conhecidos como freelancers ou bicos, viraram rotina na vida de muitos brasileiros.

O trabalho informal é um desafio até mesmo para os órgãos oficiais. Esse mercado é composto de trabalhadores sem carteira assinada ou que atuam por conta própria. Na maioria da vezes eles não contribuem para a Previdência Social e trabalham até mesmo sem remuneração.

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A informalidade é mais comum em setores de serviços, comércio, construção civil e agricultura, e entre trabalhadores com menor escolaridade.

Desde 2007, antes da crise no Brasil, o país mantinha um aumento contínuo de empregos gerados com carteira assinada. Mas essa tendência se inverteu a partir de 2015. Para 2017, o cenário é pessimista e não há expectativa de melhora.

Leia mais sobre o assunto: A Bíblia do Trabalho – 81 ideias de negócio para montar em casa

Onde o Brasil Parou

Já sabemos que alguns setores sofreram graves problemas com a situação de crise no Brasil. No entanto, alguns setores estratégicos para o andamento da economia estão praticamente parados, estagnados e sem forças para crescer.

Você sabe quais setores são esses? Acompanhe comigo até o final deste artigo quais foram os mercados que pararam no Brasil.

Setor Industrial: a indústria brasileira enfrenta uma crise histórica. Nos primeiros seis meses de 2015, a produção industrial recuou 6,3%, voltando ao nível registrado em 2009 – momento em que a indústria se recuperava de uma grave crise internacional.

O motivo é a combinação de dois fatores; mercado externo enfraquecido e mercado interno praticamente parado. Isso fez com que o faturamento real médio das companhias caísse 7% nos primeiros meses e a ociosidade nas linhas de produção aumentasse.

Commodities: as commodities são matérias-primas negociadas nos mercados internacionais. Por algum tempo durante o início da crise no Brasil, o país apostou na venda de commodities agrícolas, como já falamos antes. No entanto, a desaceleração do crescimento da economia chinesa provocou perversos efeitos no Brasil.

A redução do consumo asiático fez com que os preços das commodities despencasse e atingisse o menor nível do século. Essa situação está gerando oscilações na Bolsa de Xangai, com reflexos em diversos mercados do mundo.

O Brasil, que tem sua pauta de exportação basicamente no minério de ferro, soja e petróleo sofreu um baque nas negociações.

De acordo com o Commodities Research Bureau (CRB), os preços das commodities caíram 21% entre 2010 e julho de 2015 ´mesmo depois de subirem incríveis 113% nos oito anos anteriores.

Economia Estagnada

Com tudo isso, não foi à toa que os índices de confiança na economia brasileira despencaram. Nunca vivemos uma onda de pessimismo tão forte como a atual.

De um lado a população segura seus gastos, vê os preços aumentarem e teme o desemprego. No outro, a indústria comércio e construção retraem porque vê no consumidor a insegurança de investir neste momento.

Até mesmo o setor de varejo, que permanecia resistente à onda de pessimismo, mostrou retração de 2,2%. O setor automotivo, importante para a economia, acumula quedas na produção e vendas de veículos.

Esse ciclo faz com que a economia permaneça estagnada no Brasil.

Governo Corta investimentos e aumenta impostos: Para tentar lidar com o problema, o governo se viu obrigado a reduzir despesas. A curto prazo, cortou investimento público e aumentou a receita, com o recolhimento de mais impostos.

O problema é que o ajuste fiscal gera impacto no cotidiano e aumenta o custo de vida das pessoas. A energia, água e combustível estão mais caros. Só em 2016, a conta de energia elétrica ficou quase 50% mais cara nas principais regiões do Brasil.

Falta de credibilidade: esse é um dos graves problemas que ajudam a engrossar o caldo da crise. Como já dissemos, a falta de credibilidade gerada pelos escândalos influência tanto no desempenho do mercado interno quanto nos mercados externos.

Confira o artigo: Como ficar rico do zero – Passo a Passo prático e comprovado

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O que você deve fazer em meio à crise?

Agora que você já sabe exatamente o que causou a crise no Brasil, quais foram seus impactos na economia e no dia a dia dos brasileiros, deve estar se perguntando: “o que eu devo fazer?”.

É comum que você tenha esse tipo de dúvida, afinal, precisamos nos esforçar para sair dessa situação o mais breve possível e voltar a viver com mais tranquilidade.

Listamos alguns tópicos sobre o que você deve fazer, de acordo sua situação atual. Leia conosco agora:

Pequeno empresário: foque em planejamento e controle financeiro. Corte gastos desnecessários e que estão fazendo com que seu negócio dê prejuízo.

Foque também na divulgação de seu negócio e nichos de oportunidades. Como dizemos anteriormente, empresas que oferecem serviços como reformas estão faturando mais nessa época de crise no Brasil.

Leia mais em: Como criar Facebook para o seu negócio

Empregado: não perca de vista sua vontade de crescer e se destacar. Vale à pena investir em especializações que vão representar um upgrade em sua vida profissional. Isso pode te ajudar tanto na empresa atual em que trabalha, quanto se vier a ser dispensado.

Dessa forma você volta ao mercado de trabalho com um plus adicional e já preparado para enfrentar processos seletivos.

Invista também em Network. Suas conexões são muito importantes para se manter atualizado sobre as oportunidades no mercado (já ouviu aquele ditado que diz: “quem não é visto, não é lembrando?”). Atualize seu portfólio e seu perfil no LinkedIN.

Desempregado: não perca a esperança de voltar ao mercado de trabalho, mas considere investir em um negócio próprio, mesmo que pequeno no início poderá dar um ótimo retorno financeiro com o passar do tempo.

O empreendedorismo é uma ótima forma de driblar o desemprego e pode ser a chave para o aumento de renda durante a crise no Brasil.

Veja mais em: Como montar um food truck e obter sucesso

Conclusão

A situação econômica atual do Brasil não está nada bem, e isso nós constatamos ao longo deste texto – e em nossa rotina. Sabemos que para melhorar várias frentes precisam fazer suas partes.

Governo deve tomar as decisões apropriadas e agir estrategicamente. Empreendedores devem investir em soluções que gerem renda e atendam gargalos de demanda na sociedade. O povo deve manter a esperança de que estamos trilhando um caminho difícil, mas que em breve deve começar a melhorar.

Portanto, todos temos um importante papel na retomada do crescimento brasileiro. Faça sua parte e cobre dos outros que façam a sua também!

Leia também: A importância da Proatividade em seu negócio

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